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Foco no orgulho nacional (Alta curiosidade) 🇧🇷 A brasileira que se tornou a mais jovem bilionária do mundo
Nesta edição:
🚨 OpenAI em alerta: Empresa ativa "Código Vermelho" para frear o avanço do Google.
🚀 Micro1 decola: Startup de treinamento de IA salta para US$ 2,5 bilhões em apenas 8 meses.
🦄 Supabase: Valuation atinge US$ 5 bilhões com estratégia ousada de recusar contratos milionários.
⚔️ Guerra dos Chips: Google lança TPUv7 e desafia diretamente o reinado da Nvidia.
🇧🇷 Orgulho Nacional: Brasileira cofundadora da Kalshi se torna a mais jovem bilionária self-made do mundo.

🚨OpenAI ativa "Código Vermelho" para blindar o ChatGPT
Diante da pressão crescente de rivais tecnológicos, com destaque para o Google, a OpenAI elevou seu nível de alerta interno. Sam Altman, CEO da empresa, declarou oficialmente um "código vermelho", sinalizando uma mudança estratégica urgente para manter a hegemonia do seu chatbot.
📉 Um momento crítico
Em um memorando enviado aos funcionários, Altman não poupou palavras ao descrever a situação atual como decisiva para o futuro do ChatGPT. A diretriz principal envolve uma reorganização imediata de esforços:
Redirecionamento de recursos: Equipes e investimentos serão movidos para frentes de batalha específicas contra a concorrência.
Foco na defesa de mercado: A prioridade absoluta é responder às inovações lançadas por outras big techs.
⚔️ A batalha pela IA Generativa
A medida reflete o acirramento da corrida pela inteligência artificial. Enquanto a OpenAI desbravou o caminho, concorrentes agora apresentam soluções robustas que ameaçam dividir a base de usuários e a relevância tecnológica da pioneira.

🚀 De US$ 7 milhões a US$ 2,5 bilhões: O império de treinamento de IA construído em 8 meses
Se você busca sinais da força do mercado de Inteligência Artificial, a trajetória da micro1 é o exemplo definitivo. Liderada por Ali Ansari, um jovem de 24 anos, a empresa realizou uma mudança estratégica brilhante: o que começou como um assistente de recrutamento transformou-se em uma gigante de rotulagem de dados, multiplicando seu valor de mercado de forma exponencial em menos de um ano.
📈 Uma ascensão meteórica
A guinada no modelo de negócios impulsionou a empresa de uma avaliação de US$ 80 milhões para cifras que agora alcançam US$ 2,5 bilhões. Os números impressionam:
Salto de Receita: De US$ 7 milhões anuais para mais de US$ 100 milhões em oito meses.
Valorização: Investidores disputam participação na empresa, que pode transformar Ansari em um dos bilionários mais jovens do mundo.
O Gatilho: A percepção de que grandes empresas estavam contratando centenas de engenheiros apenas para rotular dados despertou o interesse pelo novo nicho.
🧠 O "oxigênio" dos modelos de IA
O setor de treinamento de IA — a anotação humana de informações para dar contexto aos modelos — tornou-se vital. Para que a IA seja "inteligente", ela precisa de dados de alta qualidade, verificados por especialistas humanos (de médicos a financistas).
A micro1 se diferencia pela filosofia "humanos em primeiro lugar", priorizando a experiência dos anotadores de dados para garantir qualidade superior. Ansari estima que os laboratórios de IA gastam hoje US$ 15 bilhões por ano nessa área, com projeção de ultrapassar US$ 100 bilhões em dois anos.
🤖 A próxima fronteira: Treinando robôs
O foco da empresa já está se expandindo para além dos modelos de linguagem. A nova aposta é a robótica humanoide. Diferente do ChatGPT, que aprende com a internet, robôs precisam de dados do mundo físico que ainda não existem.
A estratégia inovadora inclui:
Pagar pessoas para gravar rotinas diárias (como dobrar roupas ou consertar torneiras).
Envio de equipamentos, como óculos inteligentes, para capturar esses dados em primeira pessoa.
Criação de conjuntos de dados exclusivos para que robôs possam replicar tarefas humanas no futuro.

🦄 Supabase atinge US$ 5 bilhões recusando contratos milionários
A revolução da "programação por intuição" (vibe coding) não está apenas beneficiando criadores de aplicativos, mas também impulsionando as startups que constroem a infraestrutura por trás deles. A Supabase, plataforma de banco de dados de código aberto favorita do desenvolvimento colaborativo, acaba de captar US$ 100 milhões, atingindo uma avaliação de US$ 5 bilhões — um salto impressionante meses após ser avaliada em US$ 2 bilhões.
🚫 A estratégia do "Não"
O crescimento explosivo da empresa é acompanhado por uma tática de negociação surpreendente liderada pelo cofundador e CEO, Paul Copplestone: recusar contratos corporativos milionários.
Mesmo diante de clientes com recursos ilimitados, a Supabase optou por não ceder a exigências que desviem o foco do produto principal. A lógica por trás dessa decisão é clara:
Preservação da Visão: Manter a integridade do produto é prioridade sobre o lucro imediato de grandes contas.
Atração Orgânica: A aposta é que, ao construir a melhor ferramenta possível, o mercado — incluindo as grandes empresas — acabará se adaptando a ela, e não o contrário.
🏗️ Redefinindo o mercado de dados
Essa postura desafia diretamente as gigantes de banco de dados que historicamente controlam o setor através de vendas corporativas agressivas. Ao focar na experiência do desenvolvedor e na comunidade open-source, a Supabase consolida sua posição como uma peça fundamental na nova economia da tecnologia.

⚔️ O Google parte para o ataque: TPUv7 contra o reinado da Nvidia
Os dois melhores modelos de IA do mundo, Claude 4.5 Opus (Anthropic) e Gemini 3 (Google), compartilham um segredo em sua infraestrutura: a maior parte de seu treinamento e inferência ocorre em TPUs do Google, e não apenas em GPUs da Nvidia. Agora, o Google decidiu comercializar fisicamente seus chips para outras empresas, sinalizando uma ameaça real ao domínio da concorrência.
💰 O Fator Econômico: TCO é Rei
A era da IA exige uma nova compreensão de custos. A tese central da nova estratégia do Google é: quanto mais TPUs você compra, mais você economiza em comparação às GPUs.
Custo Total de Propriedade (TCO): A infraestrutura de hardware impacta drasticamente as margens de lucro. O Google aposta que, embora a microarquitetura da Nvidia seja poderosa, o sistema completo da TPU é economicamente mais viável.
Economia comprovada: A OpenAI, mesmo sem implementar TPUs oficialmente, já conseguiu descontos em sua frota Nvidia apenas pela ameaça de concorrência. Já a Anthropic, ao adotar TPUs, projeta uma eficiência de custo significativamente maior.
🤝 O Grande Acordo com a Anthropic
A validação dessa estratégia veio com um acordo massivo. A Anthropic está adquirindo e alugando 1 milhão de TPUs. O acordo é híbrido:
Compra Direta: 400.000 chips TPUv7 "Ironwood" comprados fisicamente.
Locação em Nuvem: 600.000 unidades via Google Cloud Platform (GCP).
Isso posiciona o Google não apenas como provedor de nuvem, mas como um vendedor direto de hardware, competindo frontalmente com a Nvidia.
🏗️ A Engenharia por trás da Revolução: Sistemas > Chips
Historicamente, o Google sacrificou o desempenho bruto ("pico de FLOPs") em favor da confiabilidade e eficiência energética. No entanto, com a chegada da TPUv7 Ironwood, essa diferença desapareceu. O chip agora compete em especificações com o hardware de ponta da Nvidia, mas vence na arquitetura de rede.
A grande inovação reside na Interconexão entre Chips (ICI) e nos Switches de Circuito Óptico (OCS). Diferente da rede tradicional, o Google utiliza uma topologia de "Toro 3D", permitindo conectar até 9.216 chips em um único superpod com latência baixíssima.
🔌 Uma Nova Estratégia de Software
O Google reconheceu sua maior fraqueza: a dificuldade de uso do software. Para atrair clientes externos como a Meta e a OpenAI, a empresa realizou mudanças drásticas:
Adoção do PyTorch: Movimento para tornar o uso de TPUs "nativo" no PyTorch, facilitando a transição de quem vem do ecossistema Nvidia.
Suporte ao vLLM: Integração com bibliotecas de código aberto para inferência, tentando quebrar o "fosso" competitivo do CUDA.
Enquanto a Nvidia mantém a liderança, o Google provou que possui a única alternativa viável em escala, oferecendo uma "rota de fuga" para empresas que desejam reduzir sua dependência (e seus custos) com a gigante das placas de vídeo.

A mais jovem bilionária "self-made" do mundo é brasileira
O clube dos bilionários globais tem um novo recorde e ele veste as cores do Brasil. Luana Lopes Lara, de 29 anos, tornou-se a mulher mais jovem do mundo a construir uma fortuna de dez dígitos por conta própria, sem heranças. A executiva superou Lucy Guo (cofundadora da Scale AI) no ranking global.
🦄 O fenômeno Kalshi
Luana é cofundadora e COO da Kalshi, uma plataforma de mercado de previsões que rivaliza com o Polymarket. A startup permite que usuários façam apostas financeiras em eventos do mundo real, desde resultados do Oscar até eleições políticas.
A ascensão meteórica da brasileira ocorreu após a empresa fechar uma rodada de investimentos Série E, liderada pela Paradigm. Os números impressionam:
Captação: US$ 1 bilhão levantados recentemente.
Valuation: A empresa agora vale US$ 11 bilhões.
Apoio de Gigantes: O negócio conta com investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator.
🩰 Do Bolshoi ao MIT
A trajetória de Luana, natural de Joinville (SC), foge do convencional. Antes de dominar o Vale do Silício, ela dedicou-se ao balé clássico na renomada Escola do Teatro Bolshoi, com rotinas exaustivas das 7h às 21h.
Autodeclarada "nerd de matemática" e medalhista em olimpíadas acadêmicas, ela trocou os palcos pelos laboratórios. Formou-se em Ciência da Computação e Matemática pelo MIT, onde conheceu seu sócio, Tarek Mansour. Antes de fundar a Kalshi em 2018, acumulou experiência em gigantes de Wall Street, como Bridgewater Associates e Citadel.
Atualmente, Luana lidera as operações de uma companhia que movimenta mais de US$ 1 bilhão por semana, consolidando sua posição no topo da tecnologia financeira mundial.
🛠️ Ferramenta da Semana: Napkin.ai
O que é: O Napkin.ai é uma plataforma de "visual storytelling" (narrativa visual) que usa inteligência artificial para transformar textos simples em diagramas, gráficos, fluxogramas e infográficos profissionais de forma quase instantânea.
Funcionalidade Principal: Ao contrário de geradores de imagens artísticas (como Midjourney), o Napkin foca na estrutura da informação. Você cola o seu texto (como um dos parágrafos da sua newsletter) e a IA analisa o conteúdo para gerar opções de visualização que explicam a ideia — seja um funil de vendas, uma hierarquia de cargos, um diagrama de processo ou uma comparação de dados.
Por que é importante para sua Newsletter:
Adeus aos "Muros de Texto": Newsletters densas podem cansar o leitor. O Napkin permite criar "respiros visuais" que explicam conceitos complexos (como a arquitetura de TPUs do Google ou o crescimento da Kalshi) em uma imagem simples.
Edição Flexível: Você pode editar os ícones, cores e o estilo (do rascunho à mão livre até o corporativo) e exportar diretamente para PNG, PDF ou SVG para inserir no seu e-mail.
Agilidade: Ele resolve o problema de "eu precisava de um gráfico para explicar isso, mas não sei usar o Illustrator" em segundos.
Gostaria que eu buscasse mais detalhes sobre como integrar o Napkin.ai ao seu fluxo de trabalho ou prefere uma ferramenta focada em outra área (como áudio ou vídeo)?